1. Primeiro round: Religião

02-03-2020

Perdoai-lhes senhor, que eles não sabem o que fazem - uma frase fantástica, de quem não sei nem me interessa saber por uma razão muito simples: se eles não sabem o que fazem, não precisam de ser perdoados e quem tem a prepotência de perdoar é porque julgou e, se não estou esquecido, dizia o tal: "Não julgues para não seres julgado." Servida a entrada, leve como mandam as regras da saúde alimentar, seja ela espiritual ou física, vamos analisar o prato principal. Vigaristas e sacanas sempre andaram juntos até aos dias de hoje, alimentando-se do que muitos chamam fragilidades humanas e eu chamo, simplesmente, de pura preguiça mental. Será que, quando vocês vão a um restaurante e consultam a ementa nunca perguntaram ao empregado de que era composto um prato que, pelo nome, vos chamou a atenção? Ou simplesmente encomendam, comem e pagam? Através dos séculos este prato, religião, tem sido servido sem que do mesmo sejam conhecidos os elementos constituintes, esses que, ocultos em tabus inquestionáveis, comandam a refeição e respectiva digestão de cada um que o aceita. Eu não, muito obrigado! Então, segundo reza o tutorial que explica como utilizar o programa religião, de nome bíblia, o criador da terra foi o tal deus. Começou por criar o planeta, acho eu, depois a flora e a fauna, a luz e a escuridão, e ficou a contemplar a sua obra. De repente deu por uma falha importantíssima, tudo o que tinha feito servia para o que servia, para nada. E porquê? Ninguém existia para usufruir de tal criação. Deste modo, servindo-se da mesma matéria prima, pó, criou à sua semelhança o homem. Eis o seu grande primeiro erro! Ele, o criador, era um ser imperfeito. Para ajudar o vosso raciocínio, direi: "e porquê?" Resposta simples: anos mais tarde, quando a confusão já reinava na terra, ele teve que mandar cá o filho para tentar resolver o deboche em que se tinha tornado a sua criação, pela mão do tal homem que ele fez à sua semelhança. Ora então, criar imperfeição é um trabalho a dobrar. Sempre ouvi dizer que, quando se faz alguma coisa, deve-se fazê-la perfeita para não ter de a corrigir. E nada disto pode ser justificado pela tal teoria da tentação... Se se cria alguma coisa com a hipótese, à partida, de se tornar em algo podre e degradado, então é porque quem a cria também é, de algum modo, podre e degradado. Sinto uma natural repulsa pelos representantes de seitas, todas elas baseadas no judaísmo e que, depois, evoluíram para outras crenças, ganhando na final, pelo menos até hoje, a católica que, à semelhança, do Sport Lisboa e Benfica, tem o maior número de sócios, facto esse que não implica que o Benfica seja a melhor equipa portuguesa, nem que os católicos sejam seres racionais. Se partirmos do princípio que se é adepto do Benfica pelo facto de ser uma equipa ganhadora, então não faz sentido continuar a sê-lo se ela passa a perdedora sem, pelo menos, tentar perceber o porquê de tal acontecer. E é neste momento que eu imagino as vossas caras ao ler estas linhas, interrogando-se. - O gajo deve ser completamente passado. (facção civil). - O gajo está possuído pelo demónio (facção religiosa). Mas, de facto, os passados ou os possuídos são aqueles que continuam a alimentar uma máquina poderosa e milionária, com sede no Vaticano, onde, na Presidência do Conselho está o tal Papa que, tal como o nosso Presidente da República, não faz nada. E assim, continua essa corrente religiosa a governar as mentes, essas que, doentes, permitem que, submetendo-se aos tais tabus não questionáveis, facilmente se deixam induzir a não aplicar comportamentos seguros, como por exemplo o uso do preservativo, sendo conduzidas ao seu possível suicídio.