Meus amigos...

02-11-2020

Já há muito tempo que não deixava os meus dedos deslizarem pelas teclas para transmitir muitas das tantas e tantas ideias que vão passando pelo meu pensamento. Mas, nestes novos (já velhos) tempos eu ouço, vejo e sinto tanta coisa que me agride e me trepassa o pensamento que me vejo obrigada a alinhar meia dúzia de palavras neste atual "papel". Ouço completas aberrações, mentiras até, que só servem de desculpa ou de justificação esfarrapada de quem, nem hoje nem nunca, se preocupou com quem vive à sua volta, são apontadas como razões absolutas, nomeadamente o "coitado" do Covid - 19. Vejo atitudes completamente descabidas e que, mais uma vez, só servem para dizer mal dos outros mas, jamais, para olharmos para nós e reconhecermos que agimos exatamente do mesmo modo. Sinto todo este mundo, próximo e afastado, de tal forma doente que duvido seriamente que alguma vez se encontre a "cura universal"... E, no meio de tudo isto, pergunto-me: -Qual é o meu papel?! Terei alguma vez oportunidade de alguma vez na vida experienciar algo de positivo decorrente da minha forma de viver?! Alguma vez conseguirei sentir aquela sensação de "vitória" quando pensamos: "Porra", fiz alguma coisa bem feito?! Tenho consciência que se vivem tempo anómalos e que, muitas vezes, nos atrapalham na praticidade do dia a dia. Tenho consciência que, longe da perfeição, também pratico atos menos corretos. Tenho plena consciência da dificuldade extrema do que muita gente já teve de cumprir, trabalhar em casa e, ao mesmo tempo, acompanhar os filhos em idade escolar e que, também eles, tinham horários e tarefas a cumprir dentro do mesmo espaço/tempo... Eu tenho estas consciências todas mas chego à conclusão de que pouco ou nada servem quando somos constantemente bombardeados com dados estatísticos manipulados, com decisões governamentais que apenas revelam desleixo e ignorância dos factos e da vida. Tenho também consciência que cada um de nós não passamos de números que entram nos dados estatísticos para se ir buscar algumas verbas que, depois, afinal não foram conseguidas por "falta de tempo" para apresentar projetos plausíveis e reais. Mas afinal em que raio de país é que eu vivo???? Mas, afinal, para que serve existir uma sociedade supostamente ordenada, quando, no terreno, nada mais se vê que mentiras, aldrabices, meias verdades e tudo o resto que só serve para meia dúzia manterem os poleiros e posititivamente nada se preocuparem com com quem trabalha e lhes paga , quer os chorudos ordenados, como também todas as restantes "mordomias" a que se dão o direito?!!!