2. Segundo round: Política
Vigaristas e sacanas... Uma classe que aumenta perigosamente nos nossos dias, e tudo começou quando os Gregos descobriram o vinho, a democracia e o Estado. O poder do povo é, sem dúvida, uma invenção para gozar com a miséria alheia. Desde que a sociedade se organizou, surgiu o Estado e este passou a ser dirigido pelo governo, o poder do povo acabou e passou apenas a ser maneira da engrenagem funcionar no sentido de privilegiar vigaristas e sacanas. Em resumo, o Estado, os governos, têm uma ótima relação com sacanas e vigaristas, podemos mesmo dizer que a organização social é o veículo utilizado para promover essa relação, porque uns não existem sem os outros. Vigaristas e sacanas jogam com um facto fundamental e que Neidermann definiu ao afirmar que o homem gosta de fazer o papel de mártir e realiza-se na mortificação (o fascínio pelo poder) para depois fazer o papel de necromobil (veículo que varre os cadáveres de nós-mesmos), e com este simples processo esses senhores actuam como catalizadores da consolidação do poder. O vigarista vive para o estado como a água existe para o peixe e o sacana é um produto do Poder e vive do e para esse mesmo Poder. Do senhor absoluto aos governos com maiorias parlamentares estáveis vai um longo caminho de falsas promessas, e essas só podem ter um nome, sabem qual? Não? Então de facto estou mesmo a pregar no deserto, mas vou dar-vos uma preciosa ajuda ao deixar-vos alguns factos para refletirem. Depois de uma pesquisa a diversos textos publicados, passo a citar algumas dessas passagens para ver se vocês acordam desse sono pesado antes que seja tarde para todos, mesmo aqueles que acordados nada podem fazer pela culpa das maiorias. " Nove décimos das fortunas colossais dos Estados Unidos são devidos a uma chicana qualquer de cumplicidade com o Estado", relata Henry George nos seus Problemas Sociais. Na Europa, têm origem idêntica nove décimos das fortunas, quer em monarquias, quer em re´públicas. "Não há outra forma de se chegar a milionário", afirma Kropotkine no seu livro A Conquista Do Pão. Em conclusão eu penso que deviamos analisar essas fortunas por aí espalhadas, saber como foram construidas e à custa do que meios. Vale a pena esse trabalho para podermos de uma vez por todas perceber porque desaparecem os nossos direitos e nascem cada dia mais deveres, e assim vamos lentamente morrendo sem dar por isso, numa aparente festa que mais não é do que uma morte social mascarada de reforma e muito pomposamente chamada de justiça social. Pensem nisso meus amigos, e deixem as lamentações, passem às acções. A politica do espectáculo é a nova forma de governar. A utilização dos meios de comunicação é a fórmula mágica para esconder incompetência através de eventos bem preparados onde as figuras politicas não passam de meros figurantes. Nos bastidores do show uma eficaz máquina de assessores, os spin doctors, profissionais de relações públicas conseguem eficazmente transformar merda em ouro. São eles que elaboram todas as campanhas, que promovem as ideias que posteriormente os figurantes governamentais apresentam. Como de figurantes nos últimos anos Portugal está bem servido, não faltam todos os dias resmas de novas acções governamentais que única e exclusivamente servem os interesses dessa máquina de entretenimento. Portugal passou a ser um big brother, com sede ali para os lados de S.Bento, onde se agrupam concorrentes, para executar as suas tarefas diárias mas com uma vantagem, fazem quando querem e ainda melhor nem precisam de ir lá todos os dias, vão quando a sua vida tão ocupada assim o permite, coitados tanto trabalho não é justo, deveriam ser melhor recompensados para assim terem mais incentivo para trabalhar. Os portugueses devem pensar sériamente neste grave problema, simplificar a vida dos nossos governantes implica sermos recompensados, com melhores condições de trabalho, e se pensarmos a solução é simplex, basta mais horas, mais impostos, maior longevidade de tempo de trabalho e pronto a solução é brilhante, passamos a morrer todos os dias mais um pouco e assim a capacidade governamental vai funcionar em pleno alcançando a estabilidade de que tanto precisamos. Portanto meus amigos vamos unir os nossos esforços, dar a nossas mãos e juntos venceremos esta crise, caminhando lado a lado contra os figurantes politicos, unidos venceremos mais uma batalha, a da inércia governamental. No dia 1 de Maio de 1886 realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da América. Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de centenas de milhares de pessoas. Em Portugal esse dia foi celebrado em 1 de Maio de 1974, e continua a ser recordado por algumas intervenções, cada dia mais discretas, menos eficazes e demonstrativas do significado dessa data em Portugal, porque afinal ela foi-se diluindo às mãos dos Senhores da Politica e da nossa passividade. Como tal, o melhor é prestar a derradeira homenagem ao que foi em Portugal o Dia do Trabalhador, porque esses por cá já não existem, proliferam os desempregados e alguns bem empregados, na bela da carreira da politica. Paciência meus amigos, agora já é tarde não se lamentem, enquanto podiam nada fizeram, agora que já nada podem fazer choram? Bela merda que vocês fizeram, viveram 50 anos debaixo de uma ditadura, depois andaram ao pulos de contentamento quando a derrubaram, e não descansaram a dar cabo do resto em manifestações de merda, enquanto deveriam ter preparado o caminho para um futuro melhor, mas não senhor, vamos é aproveitar os feriados e colocar o belo do corpinho ao sol. Agora estamos todos atolados na merda que só alguns fizeram, ao dar a maioria no Parlamento, isso é Ditadura, no caso claro de não saberem, porque basta levantar o dedo e enterrar cada dia que passa mais Portugal. Vejam lá se acordam, e tiram melhor partido da arma que todos temos, o Poder de derrubar quem não cumpre com as promessas que faz, e deixem de ser uns meros espectadores do vosso funeral!!!