Os temas proibidos, dizem eles!

02-02-2020

Em qualquer sociedade que se preze de ser organizada existem normas e essas passam por um plano elaborado, a chamada a conduta socialmente correcta. Não fica bem a ninguém abordar certos temas em profundidade principalmente se, ainda por cima, são os tais aceites e protegidos pela lei do parecer bem. No fundo, numa sociedade, seja ela em que parte do globo for, existem quatro temas dominantes, a religião, a política, pessoas e os animais (de 4 patas, alguns de 2 estão incluídos nas pessoas), não interessando a ordem dos factores, mas sim o modo como falamos deles. São assuntos aceites, não questionáveis, na maioria dos casos, pelo medo disfarçado de respeito, que muitos dizem ser o modo correcto de se viver em paz com o vizinho do lado, esse que, normalmente, se lembra, às três da manhã, de andar a pendurar quadros e a dar marteladas na parede. Ora então, seremos obrigados a calar os nossos pensamentos só pelo medo de desagradar a uns quantos? Raios partam os medos e similares que acabam com esta vida, transformando-a num charco de tal modo poluído que até sobreviver se torna quase impossível. Para acabar de uma vez por todas com este inferno, é simples: agarra-se pelos cornos o animal social, roda-se a respectiva cabeça, essa cheia de preconceitos e defeitos e, quando, finalmente, ouvimos um estalo ao fim dos 360 graus,... não voltámos ao princípio mas sim, acabámos por soltar o verdadeiro animal que em cada um de nós vive. Seguindo a linha dos temas proibidos resolvi colocá-los por uma ordem minha que, possivelmente, não será a vossa, mas isso é um problema que terão de resolver, colocar por ordem o que vos interessa porque, afinal, a vida é vossa, se é que a têm... A minha, essa, está arrumadinha e só a mim diz respeito. Como tal, decidi nos capítulos seguintes analisar a religião, esse mito celestial e urbano, que transforma seres em cordeiros, seguindo um pastor, que vai ficando, século após século, com falta de pastos para os alimentar. Directamente ligado ao fenómeno religioso, porque vive com ele, dele e para ele, vem, como não poderia deixar de ser, a política, essa que decide sobre a nossa vida sem sequer nos deixar opções e que, a exemplo da religião, nos obriga a ter deveres para, num futuro, lá muito ao fundo do túnel, conseguirmos alcançar alguns direitos. Vamos então descascar neles!...